Gente, eu achei essa matéria interessante! Vejam:
Os tradicionais galpões da região dão lugar a lançamentos residenciais de alto padrão.
Fonte: Gazeta Mercantil
A primeira guerra mundial causou impactos que foram muito além das fronteiras criadas pelas trincheiras e bombardeio. No inicio do século 20, São Paulo recebeu milhares de imigrantes, o que acabou por impulsionar o crescimento da cidade. O distrito da Lapa, por exemplo, expandiu seus limites com a criação da Vila Anastácio, urbanizada em 1919, e da vila Ipojuca. A partir de 1920, a empresa de urbanização Cia City deu inicio aos loteamentos do Alto da Lapa e da Bela Aliança.
A Vila Leopoldina, por sua vez, foi dividida em lotes em 1926. Quatro anos depois, as indústrias, principalmente as metalúrgicas, começaram a se fixar no bairro. Em 1966, foi a vez do Ceasa – que deu origem ao atual CEAGESP – se instalar na região, o que atraiu a construção de galpões nos arredores.
Hoje o bairro está sendo redescoberto pelo mercado imobiliário. Segundo Luiz Fernando Lucho do Valle, presidente da Ecoesfera, há dois anos, o metro quadrado custava R$ 2,2 mil, valor que agora chega a quase R$ 3,7 mil. Mesmo os preços tendo dobrado, ele ainda são atrativos quando comparados com os preços de regiões com Alto de Pinheiros e Alto da Lapa. “Nos últimos tempos, houve uma enorme valorização do bairro. Antes as construções ficavam concentradas na Rua Carlos Weber, enquanto a Avenida Imperatriz Leopoldina era voltada para o comércio popular”, conta Lucho do Valle. “De todos os bairros, a Vila Leopoldina é que o tem a maior perspectiva de crescimento”, acredita.
INVESTIMENTOS
Segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi – SP), em 2006, foram lançadas 494 unidades na Vila Leopoldina. No ano seguinte, houve uma leve queda para 428 imóveis. Já em 2008, houve um aumento de 127%, para 540 empreendimentos, todos de quatro dormitórios.
Por causa da valorização do bairro, os preços dos apartamentos também aumentaram. Em 2006, um imóvel com quatro quartos custava R$ 336 mil, dois anos depois, passou a custar R$ 540 mil. Isso se deve também ao aumento da área útil, que passou de 158 m² em 2006 para 161 m², no ano passado.
Uma das incorporadoras que tem a Vila Leopoldina como um dos principais focos de investimento no momento é a MaxCasa, responsável pela linha de empreendimentos MaxHaus. Isso porque, segundo Luiz Henrique de Vasconcelos, diretor de operação da empresa, o público-alvo da construtora, que é formado por jovens de idade ou pessoas com “espírito jovem”, gosta de bairros novos em processo de transformação como esse.
“A região é de fácil acesso e, como as ruas são largas, não há congestionamento. Além disso, está próximo de shopping centers e do parque Villa-Lobos”, enumera Vasconcelos. Os atributos, explica o diretor de operações, fazem com que exista uma demanda vinda, principalmente, da segunda geração de famílias que moram em bairros próximos, como Alto de Pinheiros e Alto da Lapa.